O santo do dia · 12 de agosto
Santa Joana Francisca de Chantal
Memória facultativaquarta-feira, 19ª semana do Tempo Comum
Cor litúrgica : Verde
Santa Joana Francisca de Chantal nasceu na França no fim do século XVI e tornou-se uma figura marcante na vida espiritual e religiosa de sua época. Viúva muito jovem, enfrentou com coragem as dificuldades de criar seus filhos e administrar os negócios da família, sem jamais perder a profunda confiança em Deus. Sua vida mudou radicalmente ao encontrar São Francisco de Sales, com quem desenvolveu uma profunda amizade espiritual e fundou, em 1610, a Ordem da Visitação de Santa Maria. Essa congregação se destacou por acolher mulheres que, por diversas razões de saúde ou idade, não podiam ingressar em ordens mais rigorosas, promovendo um ambiente de oração, simplicidade e caridade. Santa Joana Francisca demonstrou grande equilíbrio entre contemplação e ação, incentivando suas irmãs a vivenciar um amor profundo a Deus e ao próximo. Sua espiritualidade se baseava na entrega à vontade divina e na confiança na misericórdia, caminhando sempre com ternura e firmeza frente às dificuldades. A Igreja recorda sua memória para inspirar os fiéis, especialmente aos que enfrentam desafios, a redescobrirem a força da fé e da entrega confiante ao Senhor.
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O dia litúrgico
Leituras da Missa
« Marca com uma cruz na testa aqueles que gemem por todas as abominações que se cometem em Jerusalém » — Ez 9, 1-7 ; 10, 18-22
Ouvi o Senhor Deus clamar-me em alta voz:
« Eles estão próximos, os castigos de Jerusalém,
e cada um segura em sua mão a arma de morte. »
Então seis homens avançaram,
vindos da porta superior,
que fica do lado norte.
Cada um segurava em sua mão uma arma de destruição.
No meio deles, um homem, vestido de linho,
trazendo na cintura um estojo de escriba.
Eles avançaram e pararam junto ao altar de bronze.
A glória do Deus de Israel elevou-se acima dos Querubins onde repousava,
e dirigiu-se para o limiar da casa do Senhor.
Então o Senhor chamou o homem vestido de linho,
trazendo na cintura um estojo de escriba.
Ele lhe disse:
« Passa pela cidade, por Jerusalém,
e marca com uma cruz na testa
aqueles que gemem e se lamentam
por todas as abominações que ali se cometem. »
Depois ouvi o Senhor dizer aos outros:
« Sigam-no pela cidade e feri.
Não tenham piedade, não poupem ninguém:
anciãos e jovens,
moças, crianças, mulheres,
matem-nos, exterminem-nos.
Mas todos aqueles marcados na testa,
não toquem neles.
Comecem a destruição pelo meu santuário. »
Eles então começaram pelos anciãos
que adoravam ídolos na entrada da casa do Senhor.
O Senhor acrescentou:
« Tornem impura esta Casa,
encham os átrios de cadáveres,
depois saiam! »
Então eles saíram e feriram pela cidade.
A glória do Senhor deixou o limiar da Casa
e parou acima dos Querubins.
Estes estenderam suas asas;
eu os vi partirem subindo da terra,
e as rodas com eles.
Pararam à entrada do portão oriental da casa do Senhor;
a glória do Deus de Israel estava acima deles.
Eram os Seres Vivos que eu tinha visto
debaxo do Deus de Israel,
junto ao rio Quebar,
e reconheci que eram Querubins.
Cada um tinha quatro faces e quatro asas,
e uma forma de mãos humanas sob suas asas.
Seus rostos eram semelhantes
aos rostos que eu tinha visto junto ao rio Quebar;
assim era seu aspecto.
Cada um andava em linha reta diante de si.
– Palavra do Senhor.
Ps 112 (113), 1-2, 3-4, 5-6
Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor!
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre!
Do nascente ao poente,
seja louvado o nome do Senhor!
O Senhor domina todos os povos,
sua glória ultrapassa os céus.
Quem é como o Senhor, nosso Deus?
Ele, que reina nas alturas.
Mas inclina o olhar
para o céu e para a terra.
« Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão » — Mt 18, 15-20
Naquele tempo,
Jesus disse aos seus discípulos:
« Se o teu irmão pecar contra ti,
vai e repreende-o a sós.
Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão.
Se não te ouvir,
leva contigo mais uma ou duas pessoas
a fim de que toda a questão se resolva
pela palavra de duas ou três testemunhas.
Se ele se recusar a ouvi-los,
comunica-o à assembleia da Igreja;
se ainda recusar ouvir a Igreja,
considera-o como um pagão e um publicano.
Em verdade vos digo:
tudo o que ligardes na terra
será ligado no céu,
e tudo o que desligardes na terra
será desligado no céu.
Igualmente, em verdade vos digo:
se dois de vós na terra
concordarem em pedir qualquer coisa,
será concedida por meu Pai que está nos céus.
De fato, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome,
eu estou ali no meio deles. »
– Aclamemos a Palavra de Deus.
Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org