O santo do dia · 15 de julho
São Boaventura, bispo e doutor da Igreja
quarta-feira, 15ª semana do Tempo Comum
Cor litúrgica : Branco
São Boaventura, celebrado em 15 de julho, foi um franciscano do século XIII, reconhecido pela Igreja como bispo e doutor da Igreja. Nascido na Itália, seu nome de batismo era João de Fidanza. Ingressou ainda jovem na Ordem dos Frades Menores, onde recebeu o nome de Boaventura. Destacou-se por seu profundo conhecimento teológico, espírito humilde e devoção à vida evangélica. Foi eleito Ministro Geral de sua ordem, papel em que promoveu uma reforma espiritual profunda, aprofundando a fidelidade aos carismas de São Francisco de Assis. Nomeado cardeal-bispo de Albano, contribuiu de modo decisivo para a união da Igreja durante o Concílio de Lyon.
São Boaventura é conhecido também como o “Doutor Seráfico” devido à harmonia com que uniu o estudo intelectual à vida de oração. Escreveu obras significativas de teologia e espiritualidade, como o 'Itinerário da mente para Deus', que apresenta o caminho da alma à união mística com Deus. Sua síntese entre razão e fé ajudou a Igreja no diálogo com o pensamento filosófico do seu tempo, destacando a centralidade do amor, humildade e contemplação cristã.
A memória de São Boaventura nos recorda a importância do equilíbrio vital entre a sabedoria teológica e a vida prática de caridade. Sua vida inspira todos os fiéis a buscarem o crescimento espiritual em sintonia com o ensinamento evangélico, e sua festa é um convite ao aprofundamento da fé e à imitação de Cristo pelas virtudes franciscanas.
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O dia litúrgico
Leituras da Missa
« O cinzel se glorifica às custas daquele que o utiliza para talhar? » — Is 10, 5-7.13-16
Assim fala o Senhor:
Ai de Assur, o instrumento da minha ira,
o bastão do meu furor.
Eu o envio contra uma nação ímpia,
dou-lhe missão contra um povo que provoca a minha cólera,
para o entregar ao saque e levar o despojo,
para pisá-lo como lama nas ruas.
Mas Assur não entende assim,
não é isso que ele pensa:
o que ele quer é destruir,
exterminar muitas nações.
Pois o rei de Assur disse:
“Foi pela força da minha mão que agi,
e pela minha sabedoria, pois sou inteligente.
Desloquei as fronteiras dos povos,
saqueei os seus tesouros;
forte entre os fortes, depus os poderosos.
Lançei mão sobre as riquezas dos povos,
como sobre um ninho.
Como se recolhem ovos abandonados,
eu recolhi toda a terra,
e não houve sequer um bater de asas,
nenhum bico aberto,
nenhum grito.”
Mas o cinzel se glorifica
às custas daquele que o utiliza para talhar?
A serra vai se encher de orgulho
às custas de quem a maneja?
Como se o bastão movesse a mão que o levanta,
como se a madeira levantasse o homem!
Por isso o Senhor Deus dos exércitos
fará definhar os soldados bem alimentados do rei de Assur,
e no lugar da sua glória se acenderá uma fogueira,
a fogueira de um incêndio.
– Palavra do Senhor.
Ps 93 (94), 5-6, 7-8, 9-10, 14-15
Senhor, é o teu povo que eles pisoteiam,
é a tua herança que eles esmagam;
els matam a viúva e o estrangeiro,
eles assassinam o órfão.
Eles dizem: “O Senhor não vê,
o Deus de Jacó não sabe!”
Sabei, ó verdadeiros insensatos;
sensatos, entendereis algum dia?
Aquele que formou o ouvido, não ouviria?
aquele que moldou o olho, não veria?
ele puniu os povos e não castigaria mais,
aquele que dá aos homens o conhecimento?
O Senhor não abandona o seu povo,
não desampara a sua herança:
será restabelecida a justiça nos juízos;
todos os retos de coração aplaudirão.
« O que escondeste aos sábios e inteligentes, revelaste aos pequeninos » — Mt 11, 25-27
Naquele tempo,
Jesus tomou a palavra e disse:
“Pai, Senhor do céu e da terra,
eu te louvo:
o que escondeste aos sábios e inteligentes,
revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai;
ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho,
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”
– Palavra da Salvação.
Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org