O santo do dia · 21 de julho
São Lourenço de Brindes, presbítero e doutor da Igreja
Memória facultativaterça-feira, 16ª semana do Tempo Comum
Cor litúrgica : Verde
São Lourenço de Brindisi, cujo nome de batismo era Giulio Cesare Russo, foi um importante sacerdote capuchinho e Doutor da Igreja. Nascido em Brindisi, na Itália, em meados do século XVI, Lourenço destacou-se por sua inteligência excepcional e profundo espírito missionário. Entrou ainda jovem para a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e revelou grande talento como pregador e conhecedor das Escrituras, falando fluentemente vários idiomas. Ao longo de sua vida, dedicou-se à pregação pela Europa, inclusive em meio a contextos de intensos conflitos religiosos e sociais, como o protestantismo nascente e as ameaças otomanas. Foi chamado a missões delicadas de diplomacia e pacificação, sendo enviado pelo Papa a diversas regiões, não raramente em situações de tensão política.
Além de seu trabalho pastoral, Lourenço de Brindisi deixou vasta produção teológica, defendendo com clareza a fé católica em tratados, sermões e comentários bíblicos. Sua espiritualidade era marcada por profunda devoção à Eucaristia e à Virgem Maria. Mesmo com responsabilidades como Ministro Geral de sua ordem, manteve vida de oração intensa, promovendo a paz, a caridade e o diálogo inter-religioso. Foi canonizado em 1881 e declarado Doutor da Igreja em 1959, reconhecido pelo seu papel fundamental na renovação espiritual e intelectual da Igreja de seu tempo.
A Igreja mantém a memória de São Lourenço de Brindisi para recordar a importância do diálogo sincero, da pregação fiel e do testemunho corajoso em tempos de desafio. Ele é exemplo de equilíbrio entre ação e contemplação, sendo modelo de sacerdote dedicado ao bem comum e à paz.
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O dia litúrgico
Leituras da Missa
« Tu lançarás ao fundo do mar todos os nossos pecados! » — Mi 7, 14-15.18-20
Senhor, com o teu cajado,
sê o pastor do teu povo,
do rebanho que te pertence,
que permanece isolado no mato,
cercado de pomares.
Que ele reencontre seus pastos em Basã e Galaad,
como nos dias antigos!
Como nos dias em que saíste do Egito,
tu lhe mostrarás maravilhas!
Quem é Deus como tu, que tira o pecado,
que passa por cima da revolta
como fazes com o resto da tua herança:
um Deus que não permanece para sempre irado,
mas se compraz em mostrar a sua bondade?
Novamente, mostrarás tua misericórdia,
tuas calcarás aos pés nossas faltas,
tu lançarás ao fundo do mar todos os nossos pecados!
Assim concedes a Jacó tua fidelidade,
a Abraão tua graça,
como juraste a nossos pais
desde os dias de outrora.
– Palavra do Senhor.
Ps 84 (85), 2-3, 5-6, 7-8
Amaste, Senhor, esta terra,
fizeste voltar os cativos de Jacó;
tiraste o pecado do teu povo,
cobriste toda a sua culpa.
Faz-nos voltar, ó Deus, nosso Salvador,
esquece tua ira contra nós.
Estarás sempre irritado conosco,
manterás tua cólera de geração em geração?
Não és tu quem virá nos dar vida de novo
e serás a alegria do teu povo?
Faze-nos ver, Senhor, o teu amor,
e concede-nos tua salvação.
« Estendendo a mão para os seus discípulos, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos” » — Mt 12, 46-50
Naquele tempo,
enquanto Jesus ainda falava às multidões,
sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora,
procurando falar com ele.
Alguém lhe disse:
“Tua mãe e teus irmãos estão aí fora,
querendo falar contigo.”
Jesus respondeu:
“Quem é minha mãe,
e quem são meus irmãos?”
E, estendendo a mão para os discípulos, disse:
“Aqui estão minha mãe e meus irmãos.
Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus,
este é para mim irmão, irmã e mãe.”
– Palavra da Salvação.
Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org