O santo do dia · 22 de agosto
Santa Maria Rainha
Memóriasábado, 20ª semana do Tempo Comum
Cor litúrgica : Branco
A memória de Maria, Rainha, é celebrada pela Igreja Católica no dia 22 de agosto, logo após a Solenidade da Assunção. Esta festa recorda a dignidade da Virgem Maria como Rainha do Céu e da Terra, papel que recebeu pela sua íntima união com Cristo, Rei do universo. O título de 'Rainha' não se refere a um poder terreno, mas ao seu serviço humilde ao plano de Deus e à sua dedicação total à vontade divina. Os papas, ao longo dos séculos, reconheceram e incentivaram a devoção a Maria sob esse título. Foi o Papa Pio XII quem instituiu a festa litúrgica de Maria Rainha, destacando que ela é particularmente venerada como Mãe do Rei dos reis.
A celebração é fundamentada em diversas passagens bíblicas e em antigas tradições cristãs que consideram Maria como a nova Eva, participante privilegiada do mistério da Redenção e medianeira junto a Cristo. Os Padres da Igreja, especialmente desde a antiguidade, atribuíram-lhe títulos reais devido à sua relação com Jesus. Espiritualmente, ao celebrar Maria como Rainha, a Igreja convida os fiéis a contemplar o exemplo de Maria, cuja realeza se manifesta em sua humildade, obediência e serviço. Essa memória é, portanto, uma ocasião para renovar a confiança em sua intercessão e para buscar nela um modelo de docilidade ao Espírito Santo e de dedicação ao Reino de Deus.
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O dia litúrgico
Leituras da Missa
« A glória do Senhor entrou na Casa » — Ez 43, 1-7a
O homem me conduziu até a porta,
aquela que dava para o oriente;
e eis que a glória do Deus de Israel
vinha do oriente.
O som que fazia
parecia o som de águas caudalosas,
e a terra resplandecia com essa glória.
Essa visão era semelhante à que eu tive
quando o Senhor veio destruir a cidade;
ela também era parecida com a visão que eu tive
quando estava na margem do rio Quebar.
Então caí com o rosto por terra.
A glória do Senhor entrou na Casa
pela porta que dava para o oriente.
O espírito me levantou
e me levou ao pátio interior:
eis que a glória do Senhor enchia a Casa.
E ouvi uma voz vindo da Casa,
enquanto o homem estava junto a mim.
Essa voz me dizia:
« Filho do homem, aqui é o lugar do meu trono,
o lugar onde ponho os meus pés,
e aqui permanecerei no meio dos filhos de Israel para sempre. »
– Palavra do Senhor.
Ps 84 (85), 9ab-10, 11-12, 13-14
Eu escuto: o que dirá o Senhor Deus?
O que Ele diz é paz para o Seu povo e Seus fiéis.
Sua salvação está perto dos que O temem,
e a glória habitará em nossa terra.
Amor e verdade se encontrarão,
justiça e paz se abraçarão;
a verdade brotará da terra
e a justiça se inclinará do céu.
O Senhor dará os seus benefícios,
e a nossa terra dará o seu fruto.
A justiça caminhará à sua frente,
e seus passos traçarão o caminho.
« Eles dizem e não fazem » — Mt 23, 1-12
Naquele tempo,
Jesus falou às multidões e aos seus discípulos,
e declarou:
« Os escribas e os fariseus sentam-se
na cátedra de Moisés.
Portanto, tudo o que vos disserem,
fazei e observai.
Mas não façais conforme suas ações,
pois dizem e não fazem.
Eles atam fardos pesados e difíceis de carregar,
e põem-nos sobre os ombros dos outros;
mas eles mesmos não querem movê-los sequer com o dedo.
Todas as suas obras fazem para serem vistos pelos outros:
alargam seus filactérios
e alongam as franjas dos mantos;
amam os lugares de honra nos banquetes,
os primeiros assentos nas sinagogas
e as saudações nas praças públicas;
gostam de ser chamados de Rabi pelas pessoas.
Mas vós, não vos deixeis chamar de Rabi,
pois tendes um só Mestre, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis de pai,
pois tendes um só Pai, aquele que está nos céus.
Nem queirais ser chamados de mestres,
pois tendes um só Mestre, o Cristo.
O maior dentre vós deve ser o vosso servo.
Quem se exalta será humilhado,
e quem se humilha será exaltado.»
– Palavra da Salvação.
Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org