O santo do dia · 4 de agosto
São João Maria Vianney, presbítero
Memóriaterça-feira, 18ª semana do Tempo Comum
Cor litúrgica : Branco
São João Maria Vianney, mais conhecido como o Cura d'Ars, foi um sacerdote francês do século XIX. Ele nasceu em 1786, numa época marcada pela Revolução Francesa, que trouxe grandes desafios à vivência da fé na França. Apesar das dificuldades iniciais nos estudos, Vianney perseverou até ser ordenado sacerdote e enviado à pequena vila de Ars. Lá, destacou-se rapidamente por sua dedicação incansável ao ministério da confissão, ao cuidado dos pobres e ao zelo pela liturgia. Com simplicidade e profunda humildade, passava muitas horas no confessionário, sendo procurado por milhares de fiéis de vários lugares em busca de aconselhamento espiritual e reconciliação com Deus. A fama de sua santidade espalhou-se por toda a França e mais além, tornando-se um modelo especial de vida sacerdotal. A Igreja o recorda como padroeiro dos párocos, reconhecendo nele um exemplo de dedicação total ao serviço do povo de Deus. Celebrar sua memória inspira os sacerdotes e fiéis a cultivarem uma vida de oração, humildade e caridade, pilares fundamentais do ministério cristão. A sua canonização, ocorrida no início do século XX, confirmou o profundo impacto de seu testemunho silencioso e eficaz entre os simples fiéis e a hierarquia.
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O dia litúrgico
Leituras da Missa
« Teus pecados não cessaram de aumentar: por isso te causei isso. Eis que vou restaurar as tendas de Jacó » — Jr 30, 1-2.12-15.18-22
Palavra do Senhor dirigida a Jeremias:
Assim fala o Senhor, o Deus de Israel:
Escreve num livro todas as palavras que te disse.
Assim fala o Senhor:
Sião, incurável é a tua ferida,
e profunda, a tua chaga.
Ninguém defende tua causa para tratar tua úlcera;
nenhum remédio para cicatrizá-la.
Todos os teus amantes te esqueceram,
ninguém te procura.
Sim, como um inimigo eu te feri
– correção severa!
Pela multidão das tuas culpas,
teus pecados não cessaram de aumentar.
Por que clamas por causa da tua ferida?
Tua dor é incurável.
Pela multidão das tuas culpas,
teus pecados não cessaram de aumentar:
por isso te causei isso.
Assim fala o Senhor:
Eis que vou restaurar as tendas de Jacó,
em suas moradias terei compaixão;
a cidade será reconstruída sobre suas ruínas,
a cidadela será restabelecida em seu devido lugar.
Daí brotarão ações de graças
com gritos de alegria.
Em vez de diminuir seus filhos, eu os multiplicarei;
em vez de os rebaixar, eu os glorificarei.
Serão como antigamente,
sua comunidade permanecerá diante de mim,
pois castigarei todos os seus opressores.
Jacó terá por chefe um dos seus,
um príncipe que sairá do meio dele.
Eu lhe permitirei aproximar-se
e ele terá acesso junto de mim.
Quem, afinal, já ousou
por si mesmo aproximar-se de mim?
– oráculo do Senhor.
Vós sereis o meu povo,
e eu serei o vosso Deus.
– Palavra do Senhor.
Ps 101 (102), 16-18, 19-21, 29.22-23
As nações temerão o nome do Senhor,
e todos os reis da terra, a sua glória:
quando o Senhor reconstruir Sião,
quando aparecer em sua glória,
ele se voltará para a oração do oprimido,
e não desprezará a sua prece.
Que isso seja escrito para a geração futura,
e o povo de novo criado louvará o seu Deus:
« Das alturas, o Senhor inclinou-se para o seu santuário;
do céu, ele olhou para a terra
para ouvir o lamento dos cativos
e libertar os que estavam condenados à morte. »
Os filhos dos teus servos terão morada,
e diante de ti ficará firme a sua descendência.
Em Sião se proclamará o nome do Senhor
e o seu louvor em toda Jerusalém,
quando se reunirem os reinos e os povos
para servirem ao Senhor.
« Toda planta que meu Pai do céu não plantou será arrancada » — Mt 15, 1-2.10-14
Pode-se escolher entre os dois textos seguintes.
1. (para o ano A - 2026, quando o evangelho abaixo [Mt 14, 22-36] foi lido no dia anterior)
Naquele tempo,
alguns fariseus e escribas vindos de Jerusalém
aproximaram-se de Jesus e disseram:
« Por que os teus discípulos transgridem
a tradição dos antigos?
Com efeito, eles não lavam as mãos
ante de comer. »
Jesus chamou a multidão e lhes disse:
« Escutai e compreendei bem!
Não é o que entra pela boca
que torna o homem impuro;
mas o que sai da boca,
isso é que o homem se torna impuro. »
Então os discípulos aproximaram-se dele e disseram:
« Sabes que os fariseus ficaram escandalizados
ouvindo esta palavra? »
Ele respondeu:
« Toda planta
que meu Pai do céu não plantou
será arrancada.
Deixai-os!
São cegos guiando cegos.
Se um cego guia outro cego,
ambos cairão num buraco. »
– Palavra da Salvação.
ou ainda
« Senhor, manda-me ir ao teu encontro sobre as águas » — Mt 14, 22-36
2. (a ser usado preferencialmente nos anos B e C)
Jesus tinha saciado a multidão no deserto.
Imediatamente constrangeu os discípulos a subirem no barco
e a passarem antes dele para o outro lado,
enquanto ele despedia as multidões.
Depois de as despedir,
subiu à montanha, sozinho, para rezar.
Quando anoiteceu, ele estava lá, sozinho.
O barco já estava a uma boa distância da terra,
sendo agitado pelas ondas,
pois o vento era contrário.
Já no final da noite, Jesus foi ao encontro deles
andando sobre o mar.
Ao vê-lo caminhando sobre o mar,
os discípulos ficaram assustados.
Disseram:
« É um fantasma. »
Tomados de medo, começaram a gritar.
Mas imediatamente Jesus lhes falou:
« Coragem! Sou eu; não tenhais medo! »
Pedro então lhe disse:
« Senhor, se és tu,
manda-me ir ao teu encontro sobre as águas. »
Jesus lhe disse:
« Vem! »
Pedro desceu do barco
e caminhou sobre as águas para ir até Jesus.
Mas, ao sentir a força do vento, teve medo
e, começando a afundar, gritou:
« Senhor, salva-me! »
Imediatamente, Jesus estendeu a mão, segurou-o
e disse:
« Homem de pouca fé,
por que duvidaste? »
E quando subiram para o barco,
o vento se acalmou.
Então os que estavam no barco
prostraram-se diante dele, dizendo:
« Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus! »
Depois da travessia, chegaram a Genesaré.
Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus;
avisaram toda a região,
e trouxeram-lhe todos os doentes.
Suplicavam-lhe que pudessem ao menos
tocar a barra do seu manto,
e todos os que o tocavam ficavam curados.
– Palavra da Salvação.
Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org