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O santo do dia · 8 de agosto

São Domingos, presbítero

Memória

sábado, 18ª semana do Tempo Comum

Cor litúrgica : Branco


São Domingos de Gusmão nasceu no fim do século XII, na Espanha, num contexto de busca pela renovação da vida cristã e enfrentamento de heresias, como o catarismo no sul da França. Movido por profunda compaixão e zelo apostólico, fundou a Ordem dos Pregadores (dominicanos), dedicada à pregação, ao ensino e à vida em pobreza evangélica. Domingos acreditava que a verdade do Evangelho deveria ser divulgada com clareza e caridade, e promoveu a formação intelectual sólida entre seus frades. Sua vida se destacou pela oração, estudo e um grande amor pelos pobres, além do incentivo ao Santo Rosário como meio de meditação sobre os mistérios da salvação. A Ordem Dominicana tornou-se rapidamente uma força importante na defesa da fé e na promoção do conhecimento teológico no Ocidente medieval. São Domingos é lembrado pela Igreja por sua dedicação incansável à pregação e ao serviço à verdade, características que inspiram os cristãos a buscar uma vida equilibrada entre contemplação e ação, sempre em fidelidade ao Evangelho.

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O dia litúrgico

Leituras da Missa

« O justo viverá por sua fidelidade » — Ha 1, 12 – 2, 4

Senhor, desde os tempos antigos,
não és tu o meu Deus, o meu Santo,
tu que és imortal?
Senhor, tu estabeleceste os caldeus
para executar o julgamento;
tu fizeste deles uma rocha
para exercer o castigo.
    Teus olhos são puros demais para ver o mal,
tu não podes suportar a visão da opressão.
Então, por que olhas para esses traidores,
por que permaneces em silêncio
quando o malvado devora o homem justo?
    Tratas os homens como os peixes do mar,
e como os répteis que ninguém domina.
    O caldeu os pesca a todos com seu anzol,
os pega com a sua rede,
e os recolhe em suas malhas,
o que o enche de alegria e júbilo!
    Então ele oferece sacrifícios à sua rede,
queima incenso diante das suas malhas,
pois lhes deve uma pesca abundante
e um alimento farto.
    Não vai ele deixar de esvaziar sua rede,
de massacrar impiedosamente nações?

    Vou me colocar no meu posto de sentinela,
ficar de pé na minha torre,
esperando o que Deus me dirá,
e como Ele responderá às minhas queixas.

    Então o Senhor me respondeu:
« Vais escrever uma visão,
claramente, em tábuas,
para que se possa ler facilmente.
    Pois ainda é uma visão para o tempo fixado;
ela se encaminha para seu cumprimento e não decepcionará.
Se parecer demorar, espera por ela:
certamente virá, não tardará.
    Quem é insolente não tem a alma reta,
mas o justo viverá por sua fidelidade. »

            – Palavra do Senhor.

Ps 9A, 8-9, 10-11, 12-13

O Senhor se senta para sempre:
para julgar, firma o seu trono;
Ele julga o mundo com justiça
e governa os povos com retidão.

Que Ele seja a fortaleza do oprimido,
sua fortaleza nos momentos de angústia:
os que conhecem o teu nome confiam em ti;
nunca abandonas, Senhor, os que te buscam.

Celebrai o Senhor, que habita em Sião,
anunciai entre os povos seus feitos!
Atento ao sangue derramado, ele se recorda,
Ele não esquece o clamor dos infelizes.

« Se tiverdes fé, nada vos será impossível » — Mt 17, 14-20

Naquele tempo,
um homem se aproximou de Jesus
e, ajoelhando-se diante dele,
    disse:
« Senhor, tem piedade do meu filho.
Ele é epilético
e sofre muito.
Muitas vezes cai no fogo
e, muitas vezes também, na água.
    Eu o trouxe aos teus discípulos,
mas eles não puderam curá-lo. »
    Tomando a palavra, Jesus disse:
« Geração incrédula e perversa,
quanto tempo deverei ficar convosco?
Quanto tempo ainda vos suportarei?
Tragam-no aqui para mim. »
    Jesus ameaçou o demônio,
e ele saiu do menino.
Na mesma hora, o menino ficou curado.
    Então os discípulos se aproximaram de Jesus
e lhe disseram em particular:
« Por que razão nós
não conseguimos expulsá-lo? »
    Jesus lhes respondeu:
« Por causa da vossa pouca fé.
Em verdade, vos digo:
se tiverdes fé
tão pequena como um grão de mostarda,
direis a esta montanha:
“Vai daqui para lá”,
e ela irá;
nada vos será impossível. »

            – Palavra da Salvação.

Textos litúrgicos: © AELF — aelf.org

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